Independência Financeira e Reserva Financeira

O que é independência financeira?

Há duas definições:

– pagar as próprias contas, se sustentar

– não precisar trabalhar para viver

Há algum tempo, eu assinava uma revista chamada “Elas e Lucros” (que já deixou de circular), editada pelas ótimas jornalistas Andréa Assef e Mara Luquet, a quem tive o grande prazer de conhecer. Em uma das edições, o perfil da entrevistada dizia que ela tinha alcançado a “independência financeira” trabalhando na construção civil. Apesar de ser algo bem diferente do usual, uma moça trabalhando nessa área, e apesar da consciência financeira que ela aparentava ter, precisei mandar uma cartinha para a redação – ela não era independente, ela se sustentava sozinha!

O caso da moça em questão, infelizmente, ficava dentro da primeira definição. Mas ela era jovem ainda, não tinha nem 25 anos.

É claro que as duas definições são válidas, só é preciso definir de “quem” somos independentes. No primeiro caso, é dos pais ou responsáveis. No segundo caso, é do trabalho. Talvez o correto seria adotar uma nomenclatura diferente: independência financeira para a primeira definição e LIBERDADE financeira para a segunda. Porém, a terminologia já está definida e vou mantê-la. Fica estabelecido que quando eu falar de “independência financeira” aqui no Ao Principiante, estarei me referindo aos valores que nos sustentarão quando não pudermos ou não quisermos mais trabalhar.

Aliás, dentro da própria definição adotada, cabe uma subdivisão: a independência técnica e a independência total. (Não estou encontrando o livro “Quanto custa ficar rico?” do Paulo Portinho, então estou citando de cabeça – mas foi uma subdivisão que achei interessante). A independência técnica seria representada por aquelas despesas fundamentais (comer, morar, comunicação, saúde), e a independência total seria representada por tudo que faz parte do seu estilo de vida (aqui entram “luxos” como TV a cabo, vestuário, refeições fora de casa, etc).

Então, podemos começar pensando no básico do básico. Teríamos como continuar pagando nossas despesas mais básicas se nenhum dinheiro entrasse na nossa conta? Chegar a esse número é uma forma de começar, para não levar um susto.

Digamos que suas despesas básicas sejam de R$ 5 mil/mês. Grosso modo, você precisa de R$ 60 mil para encarar um ano. Se suas despesas totais (incluindo os “supérfluos), forem de R$ 8 mil, você precisa de R$ 96 mil para um ano sem receitas. Isso num cálculo básico, sem contar inflação, aumentos, etc.

Há um cálculo simplificado usado por empresas de previdência privada: multiplique por 200 a renda que você quer ter. Faça isso com o seu número da independência financeira técnica e com o seu número da independência financeira total. Tomou um susto?

Mas, como em tudo na vida, o importante é começar. E, geralmente, temos que começar do começo, não é?

O primeiro passo é fazer o dinheiro sobrar. O segundo passo é investir a sobra de forma inteligente. O terceiro passo é acompanhar e ir fazendo os ajustes necessários.

Baixe uma planilha, como a do Dinheirama.com (em http://dinheirama.com/downloads/ – é a primeira da lista “Simulação de Juros Compostos), e veja você mesmo. Aproveite e “brinque” com outros valores. Se você já tem “algum” guardado, indique no campo APORTE INICIAL.

E, para aqueles que têm filhos, já começar a investir desde cedo: com o tempo e os juros compostos, valores baixos já trazem alegria. Com R$ 300,00 mensais, aplicados a 0,5% ao mês, em 20 anos, dá para alcançar quase R$ 130.000,00 (líquido de IR). Não seria ótimo poder dar aos nossos filhos a entrada de um apartamento? Ou o início de um negócio próprio?

Se aumentar o rendimento mensal para 1% ao mês, o mesmo valor em 20 anos alcança 263 mil reais, líquido de IR. E, convenhamos, R$ 300,00/mês é um valor bem razoável… Só não deixe tudo na poupança, tá? Vou escrever depois sobre os diversos perfis e riscos de investimento.

Se você ainda não começou, comece hoje, da forma que der. Não desanime ao ver que precisa economizar um valor alto por mês. Comece com o que der. Qualquer valor lá na frente será melhor do que nada. E garanto que, depois que começar, vai querer continuar!

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2 responses to “Independência Financeira e Reserva Financeira”

  1. Vlad Russel says :

    The translator’s task is much harder than that of the original author.
    Theodore Savory

    http://www.polilingua.com/languages/portuguese-translation.htm

Trackbacks / Pingbacks

  1. Perfil financeiro do tradutor « ao principiante - 28/11/2012

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