Aonde nossas pesquisas estão nos levando?

Hoje gostaria de comentar sobre um assunto que nos diz respeito tanto pessoal quanto profissionalmente. É apenas uma breve reflexão que faço e compartilho com vocês. E quero que fiquem à vontade para discutir o tema nos comentários, ok?

Bem, todos nós fazemos pesquisas na internet, sejamos tradutores ou não. No ano passado, vi no TED a pequena apresentação a seguir, de Eli Periser (lembrei dela porque, esses dias, uma amiga minha colocou no Facebook o link para uma entrevista com Periser):

A época em que vi sua palestra no TED, no ano passado, coincidiu com um momento em que estava fazendo muitas pesquisas pessoais sobre assuntos bastante específicos. Eu estava contrariada por só conseguir encontrar os mesmos dados e opiniões sobre assuntos intrinsecamente controversos (ou seja, onde estava a controvérsia?) e sobre os quais tinha conseguido informações importantes que queria confirmar, mas nenhuma pesquisa me mostrava.

No entanto, como estava envolvida com esses assuntos mais pessoais, não parei para pensar em como os resultados de pesquisas, não somente no Google como em outros sites, fazem diferença também para nosso trabalho como tradutores. Afinal (e especialmente para quem trabalha com textos de humanas), as escolhas lexicais são parte fundamental de nosso trabalho, mas algo para o qual nem sempre damos a devida atenção. Porque, claro, não é a toda hora que pensamos o que guia essas nossas escolhas. Por que escolhi a palavra X e não Y? Quanto menos um termo for técnico ou um jargão de determinada área, mais somos responsáveis (sozinhos) por essas decisões.

Qual terá sido o caminho que percorremos para chegar até elas? O quanto os resultados de nossas pesquisas no Google, links do Facebook ou reportagens da grande mídia influenciam o tom da nossa tradução? Percebem como isso envolve uma série de questões? Estamos falando desde o que é considerado ou não politicamente correto, até os assuntos que estão em voga no mundo acadêmico, até as agendas políticas e ideológicas. Tudo o que consumimos diariamente, de certo modo, fica internalizado, e nem sempre filtramos as coisas de modo refletido, deliberado.

Cada vez mais chego à conclusão de que precisamos sair da zona de conforto e começar a fazer pesquisas de verdade. Hoje, as informações chegam até nós e o máximo que fazemos é clicar ou não em um link. Por que não buscar fontes de primeira mão, analisar dados com calma, questionar a veracidade das estatísticas cuspidas, conversar com pessoas que entendem mais sobre o assunto do que nós? Tenho certeza de que se começarmos a fazer isso no âmbito pessoal, muitos dos métodos que adotamos em nossas pesquisas profissionais também mudarão para melhor.

E vocês, o que pensam de tudo isso? Como nós, tradutores, podemos fugir dessas armadilhas?

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One response to “Aonde nossas pesquisas estão nos levando?”

  1. malucumo says :

    Olá, Lorena! Trabalho muito com temas delicados, assim, procuro resultados das instituições que ditam as regras nesse âmbito, como ONU e UNICEF. O Google ofereceu um curso online sobre o uso das ferramentas
    http://www.powersearchingwithgoogle.com
    talvez possa ajudar você com as suas pesquisas. Na verdade, não entendi bem o seu problema com as buscas pessoais.

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