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Como foi o V ProZ (VI): referências e fontes

Para encerrar a série sobre a V Conferência Brasileira de Tradutores do ProZ, deixo abaixo algumas referências e fontes que usei na minha palestra.  Boa leitura!

– Meu blog pessoal, o Monotarefa.

– O artigo Stop multitasking, start monotasking do site Paul the counsellor, em que ele cita o estudo de 2005 conduzido pelo Dr. Glenn Wilson, do Institute of Psychiatry, da Universidade de Londres, em que se descobriu que o QI das pessoas que enfrentam distrações como e-mails e ligações telefônicas sofre uma queda de 10 pontos, mais que o dobro do impacto causado pela maconha. Também tirei muitas outras informações para a palestra desse artigo.

– As três frases citadas na palestra vieram dos seguintes artigos:

Monotarefa ou multitarefa: preciso escolher só um?

The power of monotasking

Palestra de Paolo Cardini no TED.

– A matéria abaixo, da Revista Galileu, foi uma das várias leituras que fiz para preparar a palestra e que acho que vale a pena compartilhar com vocês:

Faça uma coisa de cada vez e seja múltiplo

Como foi o V ProZ (V): por que tradutor monotarefa?

Finalmente venho falar sobre a minha palestra!

Como eu havia dito, o tema foi O tradutor monotarefa: um novo conceito de produtividade pessoal e profissional. Mas, afinal, como cheguei a esse tema e por que achei o assunto importante para ser discutido na conferência?

Eu mesma pensei muito em como o conceito monotarefa começou a fazer parte da minha vida. Para chegar a uma resposta e determinar em que momento mudei minha visão sobre produtividade, tive que forçar a memória e voltar um pouco no tempo.

Vocês devem lembrar que eu fiz uma série de posts quando estava grávida sobre como me organizar para depois que o bebê nascesse. Aquele foi o momento em que comecei a colocar ordem na minha vida pessoal e profissional, mas eu ainda não sabia exatamente qual era o meu perfil de organização e produtividade. Porém, mesmo não sabendo, aquele foi um passo importante, porque a partir dali pude identificar esse perfil.

Quando a gente sente uma forte necessidade de se organizar e mudar o jeito de fazer as coisas no dia-a-dia, quer dizer que chegamos no limite do que podemos oferecer a nós mesmos. Naquela mesma série de posts, uma das coisas que citei como ruim na minha rotina profissional foi o fato de tentar ser multitarefas, mas não conseguir realmente concluir as tarefas. Essa foi a descoberta crucial, que me levou a repensar todo o meu modo de lidar não só com as obrigações profissionais, mas também com as pessoais. E, além disso, a entender dificuldades e situações específicas do passado. Era a peça do quebra-cabeças que estava faltando.

Fazer essa autoavaliação não é fácil e pode demorar muito tempo para chegarmos a uma resposta. Às vezes uma vida toda. Mas se tivermos consciência de que precisamos ter esse conhecimento de nós mesmos, mais rápido chegamos ao resultado. Parte dessa minha avaliação foi criar o blog Monotarefa, para falar de todas as mudanças que resolvi aplicar na minha vida. Para mim, escrever é também uma forma de concretizá-las e assumir um compromisso com elas.

E podem acreditar: não foram apenas mudanças organizacionais. Foram mudanças de prioridade e do jeito de encarar a vida. Pensei, então, que uma virada tão grande envolvendo carreira e vida pessoal seria interessante de compartilhar com colegas de profissão. Afinal, se nosso modus operandi é parecido, talvez minha experiência possa servir para motivar outros tradutores a repensarem seus paradigmas.

Ufa! Foi assim que fui parar em Recife falando sobre o conceito monotarefa. Clique aqui para ver os vídeos da palestra e aqui para ver a apresentação que fiz no Prezi. Espero que gostem!

No próximo artigo, voltarei com as fontes e referências que usei para a palestra.

Como foi o V ProZ (IV): depoimento da Amanda sobre voluntariado

*por Amanda Sampaio Mendasoli

Há tempos eu queria participar de um evento da nossa área, mas a minha agenda não deixava. Depois de perder algumas oportunidades, decidi que iria à Conferência do ProZ e pronto. Eu já havia participado de dois outros eventos desse tipo no começo da faculdade, mas não tinha conhecimento nenhum na área e tudo o que aprendi ficou meio solto, pois nada se encaixava no meu momento profissional e acabei ficando perdida em meio a tanta informação nova.

Logo que a página da conferência entrou no ar, corri para ver as informações e vi que eles precisavam de alguns voluntários que ajudassem durante o evento. A oportunidade de ser voluntária chamou a minha atenção. Como voluntária, as chances de eu ficar tímida em um canto sem interagir com as pessoas eram nulas e, como benefício, a organização ainda oferecia a isenção na taxa de inscrição. Depois disso, passei por um processo de seleção: enviei meu currículo e uma carta de apresentação para a Milktrados e passei por uma entrevista por Skype. Depois de algum tempo, a Nina entrou em contato dizendo que eu estava selecionada para fazer parte da equipe de apoio.

Eu cheguei a falar mais de uma vez que o voluntariado era uma troca: eu trabalharia no apoio da conferência, mas teria um incentivo financeiro (a isenção da taxa de inscrição) e ainda poderia aprender com as palestras. Acabei descobrindo que eu estava errada; a experiência foi muito mais do que isso. Aproveitei muito mais esse evento do que aqueles do início da faculdade. Aprendi demais com as palestras, conheci pessoalmente tradutores que antes eram só carinhas do Facebook, tive contato com pessoas que não conhecia e trabalhei com uma equipe maravilhosa. Tudo isso fez com que eu me empenhasse ainda mais nas tarefas que recebi e trabalhasse contente.

Ainda estou sentindo o efeito das novas ideias que foram plantadas durante aquele fim de semana e já dei início a uma revolução profissional. Então, o que posso dizer com certeza é que vale muito a pena ir a eventos profissionais como esse e que ser voluntário é excelente para quem quer participar, mas precisa ficar de olho no orçamento. Por outro lado, ser voluntário só é uma boa opção para aqueles que pretendem ajudar de verdade e estão dispostos a se doar para que o evento seja um sucesso.

Como foi o V ProZ (III): colaborando e mostrando a cara

Há muitas e muitas maneiras de aproveitarmos um evento profissional. Uma delas é colaborar para que o evento seja um sucesso, em prol da nossa categoria. Mas como?

1) Seja um divulgador

Você pode divulgar o evento antes de ele acontecer, informando a data, o local, o programa e outros detalhes em seu site/blog, pelas redes sociais, por e-mail ou em conversas com outros colegas. Quanto mais gente ficar sabendo, mais participantes o evento terá, garantindo sua continuidade (e melhoria) nos próximos anos.

Durante o evento, você pode atualizar em tempo real os colegas que não foram, pelo Twitter ou pelo Facebook (e se você for bom de tecnologia, até pelo seu próprio site/blog). Normalmente, o pessoal usa uma hashtag no Twitter (a do Proz deste ano foi #RecifeConference) para que todo o conteúdo fique reunido nas buscas. Fiz isso este ano e, além de divertido, achei muito útil para “sentir” o andamento do evento.

O legal é que, assim, ganhamos novos seguidores nas redes e também descobrimos pessoas para seguir, o que só enriquece o intercâmbio entre os profissionais.

2) Seja participativo

Durante as palestras, várias pessoas deram opiniões e sugestões bastante relevantes para os assuntos discutidos. Ficamos conhecendo, por exemplo, novas formas de lidar com questões recorrentes e até programas que ajudam a produtividade. As próprias perguntas feitas aos palestrantes são importantes para enriquecer a discussão.

Se você tem algo que considere interessante acrescentar, perguntar ou sugerir, não fique envergonhado. Todo mundo sai ganhando com a troca de ideias. Participe ativamente!

3) Seja um colaborador

Não sei como foi nos outros anos mas, nesta edição, a organização do ProZ contou com a ajuda de voluntários durante o evento, selecionados previamente. Eles ajudaram no credenciamento, na entrega de microfones durante as palestras e na organização propriamente dita. Acho um modo muito legal de retribuir ao nosso setor e ainda ter uma experiência enriquecedora. Para os iniciantes, é uma excelente maneira de se integrar, conhecer gente nova e mostrar a que veio.

O próximo artigo da série trará o depoimento muito bacana de uma colega nossa que foi voluntária nessa edição do ProZ. Fique de olho!

4) Seja um palestrante

Por que não? Você não precisa ser convidado para ser um palestrante. Se você tem uma ideia diferente e gostaria de passá-la a outros colegas, pode enviar uma proposta para a organização e participar como palestrante. Ou, em eventos que têm painéis e pôsteres, preparar alguma coisa para apresentar. Quer oportunidade melhor do que essa para se fazer conhecer e, melhor ainda, passar conhecimento adiante?

Como foi o V ProZ (II): as palestras

Adote uma mentalidade de transformação digital.

Aja como um transformador digital.

Transforme-se agora!

– Barry Olsen

Às vezes nos acomodamos na vida e, quando ela começa a correr relativamente tranquila, vamos permitindo que ela nos leve, esperando as coisas acontecerem e até esquecendo um pouco os nossos objetivos. Mas há momentos que vêm para nos despertar, mostrar que é hora de jogar a preguiça e as inseguranças para escanteio e tomar aquelas medidas que vínhamos sempre deixando para depois.

Foi o que senti durante a V Conferência Brasileira de Tradutores do ProZ.com – Internacionalização, que rolou no belo hotel Beach Class Suites, em Recife, nos dias 24 e 25 de agosto. Embora já tivesse participado das três edições anteriores e muitos dos temas sejam recorrentes, acho que nenhuma como esta me fez refletir e ver que o “depois” chegou.

Todas as palestras foram de grande relevância, mas vou destacar aquelas que mais me marcaram e que melhor resumem a mensagem que o evento deixou.

O pontapé inicial foi dado por Barry Olsen, que falou sobre as inovações tecnológicas no mundo, enfatizando a importância de nós, tradutores e intérpretes, sabermos surfar essa onda. Ele destacou a velocidade cada vez maior com que a tecnologia tem evoluído – por exemplo, a distância de mais de um século entre a máquina de escrever e o computador pessoal e de apenas três anos entre o iPhone e o iPad – e a importância que ela tem assumido no nosso cotidiano – já existem mais telefones celulares que escovas de dentes no mundo! –, mudando a forma como somos encontrados, como construímos a nossa reputação e como entregamos o nosso trabalho. Quem não acompanhar essas mudanças está destinado a ficar para trás. A certa altura, Barry perguntou à plateia quantos aparelhos móveis cada um tinha consigo no momento. O “campeão” tinha cinco! (Eu, com o meu singelo celular, me senti quase um dinossauro…) A apresentação terminou com as três contundentes exortações que reproduzi na epígrafe deste texto.

Judy Jenner, conhecida pelo seu site e o seu livro The Enterpreneurial Linguist, apresentou uma importante visão do profissional de tradução como empreendedor. Muitas vezes ligados à área de humanas, ter de pensar em coisas como “negócio” e “dinheiro” nos causa um certo medo. Judy mostrou que ser ao mesmo tempo um linguista e um empresário de sucesso não é uma contradição. Mas, para chegar lá, é preciso mudar alguns paradigmas e adquirir conhecimentos de economia e empreendedorismo, saber negociar com os clientes, estar a par do que acontece no nosso ramo de atuação, repensar modelos de trabalho e saber promover a nossa imagem e os nossos serviços – por exemplo, tendo um site próprio, pois, hoje em dia, um negócio que não existe na internet simplesmente não existe.

Esta última regra está em consonância com a palestra da Cris Silva, que infelizmente não pude acompanhar inteira, mas trouxe dicas valiosas sobre como utilizar as mídias sociais a nosso favor, postando informações relevantes para a nossa profissão e demonstrando a nossa competência e seriedade profissional.

Aliás, ainda durante a conferência tive uma pequena amostra do poder da internet, quando colegas com quem eu nunca tivera a oportunidade de falar comentaram que já haviam lido os meus textos aqui no AP ou me visto no Facebook.

Gabriela d’Ávila versou a respeito das seis qualidades de um tradutor de sucesso, ilustradas com frases de grandes ícones culturais: Woody Allen, Papa Francisco, Albert Einstein, Mahatma Gandhi, Walt Disney e Charles Darwin. São elas a disponibilidade – estar sempre atento ao cliente, mesmo que não possa aceitar o trabalho –, a humildade – saber reconhecer os próprios limites –, a curiosidade – buscar constantemente novos conhecimentos –, a integridade, a criatividade e a automotivação – manter-se sempre ativo e em busca de oportunidades e aprimoramento, sem deixar a peteca cair.

No meio de tantas informações e tantas missões a assumir, a palestra da Lorena Leandro surgiu como um alento e um estímulo. Sim, é possível alcançar isso tudo sendo monotarefa! Lorena mostrou os malefícios que querer fazer tudo ao mesmo tempo traz para a produtividade e ensinou que, com organização e concentração, é possível fazer uma coisa de cada vez, obtendo resultados muito melhores.

Como postei na página do evento no Facebook, o grande barato das conferências, além das óbvias vantagens de aprender coisas novas, fazer contatos e encontrar velhos e novos colegas, é a motivação que elas trazem, o poder de dar aquela chacoalhada na nossa cabeça, nos fazer ver o que estamos fazendo certo e errado, sacudir a poeira e buscar a evolução. Mesmo que seja um passinho de cada vez.

Na semana que sucedeu a conferência, pude ver em contatos com outros participantes que esse sentimento não se restringe a mim, com manifestações de entusiasmo, novos blogs sendo criados e frutos sendo colhidos.

Que a colheita seja farta para todos nós!

Como foi o V ProZ (I): muito além do networking

Começo essa semana uma pequena série de posts para contar mais sobre a V Conferência do ProZ. Quis muito fazer isso nas edições anteriores e não consegui, mas dessa vez, cá estou!

Acredito que o principal objetivo de comparecer a conferências não é somente estabelecer contatos para futuras parcerias. Os eventos podem, sim, nos trazer novas oportunidades de trabalho, mas se a gente for somente com esse objetivo em mente (1) pode se frustrar, porque ninguém garante que isso vá acontecer, e (2) está tendo uma visão limitada do que é o próprio networking e do que mais um evento pode nos oferecer.

Essa é a terceira edição do ProZ a que compareço, fora outros eventos em que estive presente. O ProZ desse ano foi o que mais me deixou satisfeita e não foi (só) por causa de possíveis trabalhos. Foi porque a conversa com meus colegas foi tão produtiva que eu saí renovada de lá. Tive muitas novas ideias para meus blogs, para a minha carreira e até para minha vida pessoal. Tenho certeza de que isso tudo ajudará a dar a guinada profissional que venho querendo. E que não teria chegado a muitas conclusões importantes se não tivesse participado do evento.

E o networking não é isso mesmo? Aproveitamos a experiência dos colegas, os conselhos, as sugestões e repensamos nossas escolhas. Aprendemos coisas novas e chegamos a soluções bacanas sobre as quais não havíamos pensado. Temos ideias para colocar em prática e melhorar nosso trabalho e nosso rendimento. E por aí vai. Chances concretas de trabalho podem surgir disso tudo, mas no âmbito geral não são o mais importante.

Especialmente para nós tradutores, que trabalhamos muito tempo sozinhos na frente do computador, a chance de estar rodeado de colegas é de ouro. Nunca subestime o que um encontro desses tem a oferecer. Se você puder ir a ao menos um por ano, notará a diferença que isso fará no modo como conduz sua carreira.

Fazer networking é interagir e prestar atenção no que outros tradutores tem a nos ensinar. E, acima de tudo, querer aprender com eles.

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