A Telma tem dúvidas que podem ser as mesmas que as suas

Olá, pessoal!

A Telma me escreveu com algumas perguntas e resolvi respondê-las aqui, já que outros podem ter as mesmas dúvidas.

Vamos lá!

Sou graduada em Letras e tenho experiência de cinco anos no exterior. Estou iniciando na Tradução e percebo que realmente adoro traduzir, porém também gosto de dar aula. Estou querendo fazer uma Especialização em Tradução. Será que vale a pena? No caso, além de traduzir, também gostaria de dar aula em Faculdade (visto que algumas Universidades aceitam Prof. Especialista).

Telma, vamos começar pelos estudos: você tem formação superior em Letras e experiência no exterior, o que já conta pontos, pois vem aprimorando sua língua materna e sua língua estrangeira (embora experiência no exterior não signifique fazer boas traduções, já que as nuances do trabalho do tradutor são muitas e exigem bastante critério, e não apenas ter conhecimento de uma segunda língua). Creio que a especialização seria interessante nesse ponto, já que supriria a necessidade de conhecimentos mais específicos na área. Lembrando que, para ser tradutor, não há exigência de diploma na área ou em outras áreas, mas o diploma tem sim suas vantagens. Até porque há dois tipos de tradutores: aqueles que possuem diploma em outras áreas de formação, como química, medicina, engenharia, etc. e tornam-se tradutores especializados nessas áreas e há aqueles que fazem cursos de tradução ou especialização em tradução e depois, ao longo da carreira, acham seu nicho. No seu caso, entendi que você está pensando em ter uma especialização para também poder dar aulas. Então, aí, seria realmente uma exigência que você tivesse o diploma. Só alerto sobre o seguinte: tradução é um trabalho que leva tempo e, às vezes, fica bem difícil conciliá-lo com outras atividades. Claro que há casos e casos e muitas pessoas o fazem, mas nem sempre é tão simples quanto parece. Pense que tanto a tradução quanto a vida acadêmica exigem mais tempo do que aquele passado em frente ao computador traduzindo ou na sala de aula, lecionando. Como tradutora freelancer, por exemplo, você precisa separar tempo para captar clientes, organizar orçamentos, responder e-mails, fazer networking. Se for CLT, passará de 6 a 8 horas do dia dedicadando-se somente à empresa ou agência em que trabalha. Já como professora, precisará praparar os conteúdos das aulas, fazer pesquisas, participar de reuniões, corrigir provas e trabalhos. Sugiro que você estabeleça uma prioridade, assim poderá se dedicar devidamente a uma ou outra atividade, sem prejudicar a qualidade do seu trabalho.

Vou comecar a trabalhar CLT numa agência. Como funciona isso de trabalhar CLT in house e só comparecer no escritório uma vez por semana (o que parece que é o seu caso)?

É possível, porém não vejo isso acontecer com muita freqüência. De qualquer maneira, depende de cada empresa ou agência mesmo. No meu caso, comecei trabalhando na empresa, todos os dias. Somente depois mudou-se o esquema de trabalho, com os tradutores em casa e reuniões semanais in loco. Isso vai mesmo depender de como a sua agência trabalha. Creio que quando uma agência ou empresa de traduções quer tradutores in-house o objetivo é formar uma equipe e, nesse caso, ela vê a necessidade de profissionais trabalhando no escritório.  No caso da minha empresa, ainda somos uma equipe e o fato de estar em casa não prejudicou o cotidiano nem o fluxo de trabalho (caso isso acontecesse, certamente a empresa nos quereria de volta lá todos os dias). É importante lembrar que trabalho em casa, mas ainda sou CLT, então o esquema é diferente do freelancer, pois tenho que cumprir minha cota de horas diárias, repor horas caso eu me ausente, justificar faltas, fazer horas extras se necessário, etc. Com relação a todas essas formalidades, é como se eu estivesse lá na empresa, é o comprometimento que a carteira assinada exige.

Telma, espero ter tirado suas dúvidas. Se você (ou outros) tiver mais perguntas, fique à vontade para escrever. Ficarei feliz em ajudar!


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10 responses to “A Telma tem dúvidas que podem ser as mesmas que as suas”

  1. Telma says :

    Muitissimo obrigada pelos esclarecimentos, Lorena!! Que Deus abencoe vc e seu trabalho, sempre!!!

    • Lorena Leandro says :

      Imagina, Telma! O objetivo do blog é esse mesmo. Espero que volte mais vezes. Boa sorte e fique com Deus!

  2. Larissa says :

    Oi, gostaria de saber como encontrar empresas no exterior que procuram tradutores no Brasil, é muito difícil? Penso que seria uma boa maneira de iniciar na carreira. Você indica algo? Obrigada e parabéns pelo blog.

    • Lorena Leandro says :

      Oi Larissa, tudo bem?

      Estou preparando um post para responder à sua pergunta, pois pode interessar a outras pessoas também. Ando na correria por aqui, mas fique de olho no blog que assim que der publico a resposta, ok?

      Obrigada pela sua visita e se tiver outras dúvidas, fique à vontade para enviá-las.

      Abçs!

  3. Larissa says :

    Ah, esqueci de te perguntar: Quero comprar um dicionario, tem algum que seja mais conhecido e usado entre os tradutores? Qual vc indica?

    • Lorena Leandro says :

      Larissa, essa também é uma excelente questão! Se não se importar, também responderei por meio de um post 🙂

      • Larissa says :

        Lorena, vc parece ser bastante ocupada e isto se reflete no seu blog, que não é atualizado com novos posts e vc tampouco responde as perguntas dentro de um prazo razoável. Já vai fazer um mes que fiz uma simples pergunta: Que dicionário vc indica? Venho dizer que não preciso mais de resposta nem para esta nem para a outra pergunta. Encontrei outro blog onde o moderador é ativo e as perguntas nao ficam sem resposta. Bos sorte com o seu blog-fantasma.

  4. Lorena Leandro says :

    Larissa, vamos por partes.

    Sim, sou uma pessoa ocupada. Tenho meu trabalho, minha família e meus compromissos. Faço esse blog com o único objetivo de ajudar os iniciantes da profissão. Portanto, escrevo quando acho que devo e posso. Esse é meu prazo razoável.

    Segundo, uma de suas perguntas foi respondida em forma de post, aliás um dos mais completos que já escrevi. Tivesse você se dado ao trabalho de olhar o blog com calma, teria visto e já aproveitado todas as minhas dicas. Muitos me agradeceram pelo post, menos você, simplesmente porque foi mais fácil vir aqui me criticar do que ver se eu já tinha respondido. Embora eu não esteja aqui em busca de agradecimentos ou elogios, tampouco estou aqui para ouvir desaforos sem motivo.

    Terceiro, apesar da sua falta de educação, ainda deixo de presente para você uma última dica: tradutor tem que saber pesquisar. Se você tivesse dado uma olhadinha nesse “blog-fantasma” teria percebido que já falei de dicionários por aqui. Tradutor também tem que entender que não há respostas prontas para tudo. Se sua vida profissional se resumir a buscar respostas e fórmulas em blogs, não posso te desejar nada além de boa sorte. Aliás, se sua pergunta foi tão simples, acho incrível como você mesma ainda não tenha encontrado a resposta.

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