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Como? Quando? Onde? – Maneiras de começar

Como? Quando? Onde?

Olá, pessoal!

A Larissa me escreveu fazendo a seguinte pergunta:

Oi, gostaria de saber como encontrar empresas no exterior que procuram tradutores no Brasil, é muito difícil? Penso que seria uma boa maneira de iniciar na carreira. Você indica algo?

Vou aproveitar a pergunta dela para diferenciar alguns conceitos e ajudar a entender o quadro geral do mercado de tradução. Lembrando que, abaixo, não estou incluindo as editoras, pois foge um pouco do que ela quer saber. Quem quiser saber mais sobre o trabalho em editoras, pode ler a série com a entrevista do Marcelo Brandão Cipolla.

Vamos lá! O tradutor que está começando deve saber que existem: agências de tradução, empresas de tradução e empresas que contratam tradutores.

A agência de tradução é um intermediário entre o cliente que precisa de tradução e o tradutor. Portanto, o cliente é da agência e, nesse caso, o tradutor recebe uma fatia menor do valor pago pela tradução, ficando o maior com a agência.

A empresa de tradução é aquela que tem uma equipe de tradutores internos e não terceiriza o serviço para tradutores externos (freelancers). Ou seja, é uma empresa cujos funcionários são tradutores assalariados. Os clientes são da empresa e o tradutor recebe um salário fixo no final do mês. É bem mais difícil encontrar empresas de tradução e, geralmente, o salário não é muito alto. O mais comum são agências, que também podem ter tradutores internos.

A empresa que contrata tradutores é uma empresa de qualquer área que contrata diretamente um tradutor, sem passar pelo intermediário (agências ou empresas). É a situação em que o tradutor ganha melhor, pois a empresa é um cliente direto e não há intermediários para ficar com uma parte do que o cliente paga. Mas é também preciso boa experiência e, geralmente, ser especializado em alguma área. Por exemplo, um tradutor com experiência em textos publicitários que traduz para uma agência de publicidade. Lembrando que esse trabalho é uma prestação de serviço, assim como o trabalho para agências, e o tradutor ganha por produção. A diferença entre trabalhar para um cliente direto e uma agência é que quem define o valor da tradução para o cliente direto é o tradutor. Ao passo que, ao trabalhar para uma agência, o tradutor recebe o valor que a agência decidir pagar.

Expliquei isso para dizer que, no geral, as “empresas no exterior que procuram tradutores no Brasil”, como disse a Larissa, são AGÊNCIAS estrangeiras. Agora, respondendo diretamente à pergunta: acredito que, hoje, a ferramenta mais fácil para se encontrar agências no exterior é a internet. Em sites como o ProZ e o Translators Café você pode expor seu currículo, encontrar ofertas de jobs e se candidatar a elas. Neles também é possível encontrar referências sobre as agências, se são boas pagadoras ou se outros colegas tiveram experiências desagradáveis com elas (geralmente esse é um recurso pago, mas vale à pena). Outra boa pedida é ter um perfil no LinkedIn e entrar em grupos sobre tradução. Há algumas ofertas por lá também e outros profissionais podem se interessar pelo seu perfil profissional.

Também dá para pesquisar no Google. Mas antes de sair enviando currículo para todos os lugares que encontrar, pesquise referências sobre TODOS, sem exceção. Isso evita muita dor de cabeça e calotes. Outra forma de buscar referências sobre agências estrangeiras é se inscrever em listas como a Trad-prt e a Tradutores. Inclusive, se você acompanhar periodicamente as listas, vira e mexe vai ver ofertas de jobs também. Nelas, além das ofertas e outros inúmeros assuntos pertinentes, os colegas costumam alertar sobre agências caloteiras ou spams. Antes de perguntar sobre alguma agência, porém, pesquise na lista e veja se já não foi falado algo sobre ela.

Agora, quanto a ser uma boa maneira de começar, depende de muitos fatores. Eu fiz um caminho bem seguro: fui primeiro tradutora de uma empresa, para depois ser freelancer e começar a trabalhar com agências. Optei por começar a trabalhar com as agências do Brasil, para depois começar a trabalhar com as estrangeiras. Embora as agências brasileiras paguem menos, é uma boa forma de ganhar experiência enquanto tentamos angariar trabalhos com agências estrangeiras ou clientes diretos (e claro que podemos escolher não trabalhar para agências que paguem miséria). Mas essa é apenas uma das formas de se fazer as coisas. Se você fizer a mesma pergunta a mais dez tradutores, vai receber dez respostas diferentes.

O grande segredo mesmo é sempre procurar melhorar como profissional e não pular etapas. Se você tem pouca experiência, vá com calma. Procure fazer cursos e participar de encontros com tradutores, congressos, seminários, palestras. Tudo que possa enriquecer seu currículo, sua experiência e ajudar a fazer contato com outros profissionais. É importante aprender sempre e fazer parte dos círculos da profissão. O networking, como falei anteriormente, é essencial para darmos um rumo na vida profissional.

Boa sorte e bons trabalhos!

Lar doce escritório

Quando ainda estava na faculdade, ficava aflita ao pensar que, como tradutora, iria trabalhar em casa. Em parte, creio que esse foi um dos aspectos que me levou a desviar do caminho da tradução por um tempo. Eu “gostava de ver gente” e isso me levou a entrar no curso de Jornalismo, onde fiquei por dois anos.

Os anos de limbo entre o término do curso de Tradução, a passagem pelo curso de Jornalismo e a volta ao mercado tradutório mudaram totalmente a minha visão sobre o home-office. Trabalhei como secretária bilíngue em uma clínica de cirurgia plástica, como assistente de assessoria de imprensa e de eventos em uma entidade regional e, já como tradutora e em meio a aulas de inglês, em uma empresa de commodities e uma empresa de tradução. Foi nesta última que tive minha primeira experiência com o trabalho feito em casa.

No começo ia para o escritório todos os dias, mas depois passei a trabalhar para a empresa de casa e comparecer apenas a reuniões semanais. Descobri que, para o meu tipo de personalidade, trabalhar em casa era muito melhor do que eu esperava. Ainda não era a experiência de ser freelancer, mas foi o que me fez perceber que eu teria plenas condições de ser autônoma um dia. A diferença, claro, é que eu ainda prestava contas de tudo o que fazia, não tinha escolha nos tipos de texto que recebia, tinha número certo de horas para trabalhar e não dava palpite em prazos (que pena!). Era como se meu empregador estivesse bem ali, atrás de mim, olhando o que eu fazia no computador. Não era de todo ruim, até porque, de certa forma, eu tinha bem menos responsabilidades do que um freelancer tem.

Agora, com pouco tempo de vida de freela, estou aprendendo a modificar certas estruturas mentais. Descobri, por exemplo, que rendo muito no começo da noite (que, antes, era o horário em que eu estava acabando de trabalhar). Outra descoberta foi ver que consegui manter o nível de organização que tinha quando trabalhava em escritório. O engraçado é que durante todo o tempo que trabalhei em casa no regime CLT eu realmente me comportei como se estivesse na empresa. Quase não saía da mesa nem da frente do computador e tinha hora certa para almoçar todos os dias. Quase não fazia nada que interferisse no trabalho, nem serviços domésticos, que eu só fazia depois do expediente. Isso não é ruim e aposto que muitas pessoas precisam mesmo pensar que estão no escritório para conseguir produzir bem. No meu caso, havia muita rigidez. Hoje, como freelancer, descobri o prazer de fazer o meu horário, de trabalhar em um domingo chuvoso e descansar na segunda ensolarada. De conseguir intercalar as exigências domésticas com as profissionais sem me atrapalhar e de colocar o nariz para fora de casa vez por outra em “horário comercial”. Às vezes me distraio mais do que deveria, como todo mundo, e em alguns dias uma power nap de meia hora pode virar um cochilão de duas horas, o que detona a produtividade.

Hoje penso que a parte ruim de trabalhar fora é o estresse. Por mais que o freelancer tenha uma série de preocupações, como captação de clientes, renda mensal, organização de projetos, etc., o empregado de uma empresa precisa enfrentar o caos do trânsito e conviver com pessoas com as quais, muitas vezes, não se identifica. Está preso a horários rígidos e sofre cobranças muitas vezes desnecessárias ou até injustas. Por outro lado, tem os benefícios da carteira assinada, como vale alimentação, e a segurança de que todo mês receberá o mesmo valor em sua conta.

O que me deixava aflita antigamente era que, talvez, eu não me sentisse capaz de arcar com as responsabilidades de ser minha própria empregadora ou de lidar bem com o fato de trabalhar sozinha. E vejo que isso acontece com muitos estudantes e recém-formados da área. Creio que sejam dúvidas normais. Mas também não é preciso dar a volta que eu dei e abandonar tudo, para depois reatar com a profissão. No fim das contas, há vantagens e desvantagens tanto na vida de CLT como na de freelancer. O negócio é se informar muito sobre todas as exigências de ser um profissional autônomo, conversar com pessoas mais experientes e ter jogo de cintura. Também é bom ficar atento ao seu tipo comportamento e personalidade, para ver se realmente consegue trabalhar longe das pessoas e ser disciplinado sem ter um chefe à vista.

Como é sua experiência trabalhando em casa? Ou como você acha que será quando começar a trabalhar em casa?

Dicas de leitura:

3 things no one told you about working from home destaca alguns pontos importantes de serem lembrados por quem pensa em trabalhar em casa. Não é preciso levá-los a ferro e fogo, mas são situações reais que fazem parte do cotidiano de todo tradutor.

Opportunity is a bird that never perches foi um post que escrevi aqui no blog citando as vantagens de ser tradutor in-house antes de se jogar na vida de freelancer. É, sem dúvida, uma grande escola.

How to Start Your Freelancing Journey with No Experience ajuda a levantar algumas questões para quem não tem experiência como freelancer e dá dicas de como tornar a decisão mais fácil.

Nova fase e o que aprendi sobre networking

Queria contar um pouco para vocês sobre os novos rumos que estou tomando na vida profissional e aproveitar para falar sobre como o networking está sendo importante para essa nova fase.

Depois de um ano e meio trabalhando como tradutora em uma empresa de commodities e de mais outro ano e meio sendo tradutora in-house em uma empresa de traduções, resolvi dar o meu pulo e mergulhar na vida de freelancer. Na primeira empresa, aprendi muita coisa com a prática e com a ajuda dos britânicos e americanos com quem eu mantinha contato constante. Sempre foi muito satisfatório ver que as traduções de e-mails, documentos, reuniões e conversas que eu fazia sempre foram muito bem entendidas, especialmente pelo fato de não haver uma supervisão. Já na empresa de tradução, eu tinha uma coordenadora que revisava meus textos e o feedback era constante. Tínhamos reuniões para revisar aspectos importantes da gramática inglesa e portuguesa e conversar sobre soluções tradutórias e sobre os detalhes mais relevantes de cada job. Dessa forma, muito do meu aprendizado como tradutora adquiri na raça e depois sendo in-house. Foi uma etapa vital para minha vida profissional.

Mas, foi chegada a hora de cortar os laços e ficar mais independente. Saí do ninho e agora estou aprendendo o outro lado, o lado que não existia na vida de “tradutora de empresa”. Nesse lado, uma das coisas mais essenciais que deve ser aprendida e que eu, parte intuitivamente, parte por ter realmente prestado atenção, assimilei antes mesmo de dar essa guinada, foi a importância do networking.

O networking é algo como o “pretinho básico”. Ou seja, não dá para viver sem. Antes do boom da internet, no entanto, creio que o networking era menos discutido e mais posto em ação. Era uma época em que ele era simplesmente o bom e velho “fazer contatos”. Todo mundo sempre fez contatos profissionais. Sempre ouvi meu pai dizer: “conheci fulano na época em que trabalhava na empresa X” ou “cicrano, aquele que trabalhou naquele projeto comigo, me ligou para discutir tal e tal”. Ou seja, as pessoas iam conhecendo as outras nos seus locais de trabalho e sempre davam um jeito de se achar caso precisassem de algo ou de alguém. Para você ser procurado, bastava ter sido um bom profissional, porque o que ficava guardado de você era a postura que tinha nessas passagens por diferentes empresas.

Eu ainda vejo o networking um pouco assim. A base para se fazer bons contatos profissionais é se mostrar um profissional de valor. Valor profissional e valor ético. Eu sigo à risca certas regras: o networking não é amizade forçada; não é fofoca nos bastidores; não é bajulação. É, sim, a postura que você assume diante de outros profissionais da sua área e a sua disposição em fazer um bom trabalho e ajudar colegas quando necessário.

Hoje, a internet potencializou o networking: você não precisa necessariamente ter conhecido  fulano ou cicrano  na empresa X ou no projeto Y. Eles podem ser simplesmente colegas que fazem parte da mesma lista de discussão ou da mesma comunidade do Orkut que reúne os profissionais do seu ramo e da qual você participa. Hoje você não precisa mais torcer para que as pessoas se lembrem de você e do bom profissional que era. Você pode ser lembrado constantemente. Ter um blog sobre sua área de atuação, ter um perfil profissional no Twitter, ter um currículo no LinkedIn, participar ativamente de listas e fóruns. Isso sem falar, é claro, dos encontros presenciais em seminários, congressos, palestras e eventos, que sempre existiram.

Ou seja, hoje temos muito mais controle sobre nosso networking. Sobre as pessoas que queremos conhecer e com quem será interessante interagir. No entanto, o essencial mesmo é entender que o networking não é um grande jogo de interesses. “Vou começar a conversar com fulano porque acho que ele pode me passar trabalho”, “não gosto de cicrano, mas vou dar uma bajulada para ver se consigo uma indicação”. O networking é, antes de tudo, uma troca constante de informações e de auxílio. A amizade e as possíveis indicações e ofertas de trabalho podem ser uma agradável consequência, mas lembre-se de que ocorrem naturalmente.

E por que aprendi muito sobre networking “parte intuitivamente, parte por ter prestado realmente atenção”? Intuitivamente porque a gente começa a fazer networking logo no começo da vida profissional. Lá atrás, antes mesmo de estar trabalhando na área, senti necessidade de conhecer outros colegas do ramo e fui fuçar todos os grupos que pude encontrar na internet. Fiquei na moita em comunidades e fóruns durante ANOS. Essa foi a época em que prestei muita atenção. Como eu não estava efetivamente na área, li muito o que os colegas falavam, as discussões sobre diversos assuntos do ramo e, principalmente, avaliei como as pessoas se comportavam e interagiam (e exemplos de como eu gostaria ou não de ser). Não que eu tenha feito uma análise fria e calculista disso tudo. Como eu disse, apenas prestei atenção. Quando chegou a hora em que achei ter algo de útil a dizer, comecei a participar. Não cheguei de supetão. Cheguei entendendo como tudo aquilo funcionava. E foi aí que tudo aquilo funcionou para mim também.  O networking que comecei fazendo por intuição, mas que me fez prestar atenção, foi em grande parte o que me encorajou a mudar o rumo. E, por causa dele, sem dúvida, o rumo mudou para melhor.

Opportunity is a bird that never perches*

By Nicole Michelle Tully

Para você que está pensando em ser tradutor e vai prestar vestibular, leia sem falta as dicas valiosas do Fabio M. Said em seu site sobre tradução, o Fidus Interpres (clique aqui para ler). Se já está na faculdade ou começando a carreira leia também, vale a pena para todo mundo; o site todo, aliás, está recheado de dicas preciosas.

O Fabio disse coisas interessantíssimas e eu gostaria de aproveitar para comentar algo que ele coloca logo nos primeiros tópicos: a maioria dos tradutores é freelancer. É verdade, claro. Mas é verdade também que “maioria” não quer dizer “todos”. Digo isso pois acredito ser importante ter a mente aberta para as oportunidades que surgem na nossa vida profissional, e elas nem sempre chegam por vias convencionais.

Sou aquela minoria difícil de encontrar. Trabalho como tradutora, com carteira assinada, em uma empresa de traduções. Penso que para os iniciantes é uma maneira excelente de começar a ganhar experiência e confiança. Muitos recém-formados nem cogitam essa idéia, pois só conseguem pensar que o freelancer ganha muito mais que o CLT e, portanto, ser CLT é perda de tempo (e dinheiro). Em qualquer profissão, seja como empregado, seja como freelancer, há, certamente, prós e contras. Coloco alguns deles abaixo:

O principiante não tem clientela formada, ainda não teve tempo de se especializar em nenhuma área e possui poucos (às vezes nenhum) contatos profissionais.

Trabalhar em uma empresa é uma oportunidade incrível de ingressar efetivamente na profissão. É uma maneira de ter contato real com variados tipos de texto e de identificar com quais deles nos damos melhor, além de conhecer outras pessoas da área. Os clientes são da empresa, claro, e por isso ganhamos menos. Porém, (pelo menos no meu caso) essa é uma clientela de porte e importância enormes e muito exigente, coisa difícil de se conseguir sendo freelancer em início de carreira.

Como um iniciante auto-avalia seu trabalho? Como ele mede sua produção? Como ele detecta vícios e erros recorrentes em suas traduções?

Trabalhar como CLT em início de carreira é uma verdadeira escola. Cada texto seu é revisado e geralmente você recebe um feedback sobre o que está bom e o que precisa melhorar. É preciso um pouco de sangue frio, porque receber críticas exige sempre uma dose de paciência e humildade. O bom é que você também recebe elogios e isso fortalece e incentiva a seguir em frente. Há sempre cobrança com relação a prazos e o lado ruim é que não podemos recusar um trabalho se acharmos que não daremos conta. Mas é legal para medirmos nossa produção e, no futuro, se formos freelancers, já ter uma ótima idéia do que podemos pegar e do que devemos recusar.

Viver (bem) com salário vindo de traduções autônomas leva um certo tempo, como sobreviver até lá?

Sendo CLT! Porque ter carteira assinada não impede, de maneira alguma, que uma pessoa comece a fazer sua cartela de clientes (agências ou clientes diretos). A parte boa é que dá para fazer isso com mais calma, já que o salário está garantido ao final do mês. A parte ruim é que se você começar a conseguir clientes, vai precisar trabalhar muito mais tempo, já que de 6 a 8 horas do seu dia serão exclusivas da empresa. Mas vale a pena o esforço. Até porque, se conseguir clientes bons e o dinheiro compensar, você pode escolher se quer continuar a ser empregado ou se passa a ser autônomo. Inclusive, muita gente em fase inicial precisa ter um emprego fixo (seja ele qual for) e fazer as traduções nas horas livres. Por que não já ter um emprego fixo na área?

Não vou mentir, não é tão fácil assim encontrar oportunidades como tradutor CLT. Porém, elas existem e, além de empresas de traduções, empresas de outros ramos também precisam de tradutores in-house. Você pode ser um, se achar que esse é seu perfil ou se no momento for o mais adequado.  Só você pode saber o que lhe convém. Além disso, salário é assunto delicado. O que é pouco para uns, pode ser muito para outros.

*Claude McDonald

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